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Esta obra de Eugênio Falsina (Padre Monfortino) nos lança no mundo e na época do nosso santo, amigo dos pobres e missionário apostólico. Saiba mais...


Conheça a Obra-Prima de São Luís de Montfort. É neste livro em que se encontra a espiritualidade monfortina em sua essência. Saiba mais...


Não é a toa que o brasão do Papa João Paulo II levava a sigla "TOTUS TUUS" tirada deste livro que significa TODO TEU.. ó Maria. Saiba mais...

 

Associação de Maria, Rainha dos Corações

A Associação de Maria, Rainha dos corações é a também chamada "Fraternidade Monfortina dos Consagrados a Jesus por Maria". Dela fazem parte todos aqueles e aquelas que encontraram na espiritualidade vivida por São Luís de Montfort um caminho para viverem Deus em suas vidas.Esse caminho é melhor tratado nos livros: O Amor da Sabedoria Eterna e o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem.

Itinerário MonfortinoApós a preparação e consagração a Jesus pelas mãos imaculadas de Maria, ensinada por São Luís Maria de Montfort, a pessoa deve preencher a ficha (clique aqui) e enviar por carta ou e-mail ao Secretariado Monfortino, obtendo a confirmação do ingresso na Associação alguns dias depois.

Todas as primeiras segundas-feiras a Companhia de Maria (padres e religiosos) dedicam suas orações aos consagrados a Jesus pelas Mãos de Maria.

Para os consagrados interessados em fazer parte da Associação de Maria, pedimos a leitura completa e atenta da Introdução aos Estatutos e do prórpio Estatuto, que se seguem abaixo, além de já estar consagrado pelo método de São Luís de Montfort. Para preparação para a consagração indicamos os livros comentados acima, além de encontrarem bastante materiais e videos no link Download Materiais.

Antes, segue um vídeo com a fórmula de consagração feita por São Luís de Montfort, para os que ao final de sua preparação, se consagram pelo método monfortino.

 

- Introdução ao Estatutos da Associação de Maria, Rainha dos Corações

As Associações Monfortinas

a) Montfort e as associações de seu tempo

São Luís Maria de Montfort se preocupava em oferecer os meios para garantir a perseverança daqueles que, durante a missão, tinham renovado, pelas mãos de Maria, seus votos e compromissos batismais.

O "Contrato de Aliança" ocupava o primeiro lugar. Mas o santo, que tinha um profundo senso de Igreja, sabia perfeitamente que o cristão não é um solitário, faz parte de uma comunidade, da qual necessita e para a qual tem certos deveres. O missionário tinha também consciência de que o batismo consagra a Jesus Cristo e ao seu serviço: "o batismo nos converteu em verdadeiros escravos de Jesus Cristo, a tal ponto que não devemos mais viver, trabalhar nem morrer senão para dar frutos para esse Deus-homem..." (VD 68)

A comunidade eclesial em seus diferentes níveis (paroquial, diocesano, nacional, universal) viu que seus membros formam grupos, associações ou movimentos úteis para a sua vida espiritual e para a ação apostólica para a qual se sentem chamados.

No tempo de Montfort, os fiéis se organizavam em confrarias, adaptadas a diferentes categorias de pessoas: a Associação de Moças, a de São Miguel para os soldados, ou grupos de batizados de acordo com as suas afinidades espirituais, como a Confraria do Rosário, que Montfort muito estimava. O Padre de Montfort insistiu muito na dimensão comunitária da ação apostólica. O grupo dos apóstolos, que estava sempre com Jesus, era para ele o modelo de todos os que se sentem chamados a continuar a missão. Isso vale em especial para os missionários da Companhia de Maria a quem pede que vivam "ao estilo dos apóstolos", quer dizer, tendo por modelo, em seu jeito de viver e agir, o grupo dos apóstolos, compartilhando a mesma confiança filial de Jesus para com o Pai num abandono total à Providencia, pondo tudo em comum, e livres de qualquer empecilho para dedicar-se totalmente à Missão, à vinda do Reino.

A Súplica Ardente, a Exortação aos Associados da Companhia de Maia e a Regra Manuscrita aos Missionários, destinam-se em primeiro lugar aos membros da Companhia de Maria. Mas o ideal que nosso santo expressava naquele tempo pode inspirar a todos os que hoje queiram seguir o caminho espiritual proposto por ele.

Todos os consagrados a Jesus por Maria são convidados a reunir-se ao aconchego do manto de Nossa Senhora, de acordo com seu estado de vida e possibilidades, para, dirigidos por ela, se comprometer no serviço da missão confiada à Igreja. Montfort esperava "um esquadrão de bravos e valorosos soldados de Jesus e de Maria de ambos os sexos..." (VD 114) . Esta passagem mostra claramente que seu convite e esperanças não eram colocados apenas nos sacerdotes. Sabemos, por sua biografia e escritos, que também chamou leigos para a sua missão apostólica.

Muitos movimentos, grupos, inclusive Institutos (às vezes vinculados de um modo ou outro à Companhia de Maria ou independentes dela) adotaram o caminho experimentado por São Luís Maria de Montfort para chegar a Cristo por Maria. É o caso particular da Legião de Maria.

O santo missionário desejava também que os que fizessem a consagração pessoal a Jesus por Maria pudessem encontrar uma confraria na qual pudessem inscrever-se para vivê-la: "Aqueles que quiserem entrar nesta devoção particular, não erigida ainda como confraria, embora isso fosse desejável...(VD 227).

Este desejo do santo foi realizado e os que fazem a consagração podem ingressar na Associação Monfortina de Maria Rainha dos Corações que apresentamos a seguir.

b) A Associação de "Maria Rainha dos Corações"

  • História

Em 1889, em Ottawa, Canadá, nasceu, com o título de Confraria de Maria Rainha dos Corações, a associação desejada por Montfort. São Luís de Montfort gostava demais do título de « Rainha dos Corações » e define com clareza o caráter voluntário e amoroso da relação que se estabelece entre Maria e os consagrados a Ela e, por Ela, a seu Filho. As filiais da Confraria foram se multiplicando rapidamente na França, em numerosos países da Europa e da América, e em alguns países da Ásia e da África.

No dia 28 de abril de 1913, um decreto do Papa Pio X conferia à filial da Confraria em Roma o título de Arqueconfraria e a ela, a partir desta data, deveriam vincular-se todas as demais. Em 1965, existiam no mundo uns 140 centros, alguns dos quais contavam com milhares de membros.

Qual era a finalidade da Confraria, segundo os Estatutos? – Dizia – "A confraria tem por fim estabelecer e estender o reinado de Maria em nossas almas para fazer reinar mais perfeitamente nelas a Jesus Cristo".O requisito para fazer parte dela era a consagração, e, enquanto fosse possível, conforme a fórmula proposta pelo Padre de Montfort. Recomendava-se que esta fórmula fosse renovada todos os dias e, igualmente, que se esforçasse em vivê-la em total dependência de Maria.

Paralelo a esta, tinha sido fundada também a Associação dos sacerdotes de Maria Rainha dos corações em 1907. Os estatutos apontavam para esta dupla finalidade: 1o. Santificar a própria vida sacerdotal com a prática da perfeita devoção a Maria como ensina o Padre de Montfort; 2o. Converter esta devoção em seu grande instrumento de apostolado a fim de estabelecer o Reinado de Jesus Cristo pelo Reinado de Maria, tanto nas pessoas como na sociedade.

O Papa Pio X quis registrar-se nesta Associação, animando assim o seu desenvolvimento. A Revue des Prêtres de Marie Reine dês Coeurs (Revista dos Sacerdotes de Maria Rainha dos Corações) fez com que a Associação fosse conhecida e se estendesse especialmente por toda a França, mas também na Itália, Inglaterra, Espanha, Colômbia, México e Vietnam.

É preciso reconhecer que ambas Associações passaram por um declineo depois da segunda guerra mundial. Era necessário que passassem por uma renovação. No dia 16 de Julho de 1955, um decreto da Santa Sé uniu à Companhia de Maria (SMM), como Associações próprias, os dois grupos de sacerdotes e leigos de "Maria, Rainha dos Corações"; os Estatutos foram aprovados no dia 5 de Julho de 1956

A Associação dos Sacerdotes de Maria Rainha dos Corações, considerada então como um ramo da confraria consegue sua independência. Ambas Associações se consideram desde então como ordens terceiras com relação à ordem principal. Seu caráter apostólico fica fortemente sublinhado, vinculado com a missão da Companhia de Maria. O período de renovação conciliar exigiu nova reflexão em torno às duas Associações o que resultou no aparecimento de novos Estatutos.

As Associações "próprias" da SMM estão, com efeito, inseridas no tronco Monfortino e fazem parte da Companhia de Maria. Seus membros são realmente, ainda que em sentido diferente dos padres e irmãos, membros da Companhia de Maria, já que se comprometem em seguir seu fim especial na condição concreta e no estado de vida de cada um.

  • Situação atual.

Finalmente, ao começar este novo Milênio, no dia 26 de Abril de 2001, a Sagrada Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, aprovou a reunificação das duas Associações existentes numa só, chamada: "Associação de Maria Rainha dos Corações". Aprovou igualmente seus Novos Estatutos.

Estes Novos Estatutos têm uma grande flexibilidade: abrem a seus membros vastos horizontes espirituais e apostólicos. No dia 22 de Maio de 2001, a Penitenciaria Apostólica da Santa Sé, confirmou "à perpetuidade" a indulgência plenária que pode beneficiar os membros da Associação em certos dias do ano e sob certas condições.

As obrigações comuns a todos os membros podem expressar-se em exigências mais específicas para indivíduos e também para grupos. Continua valendo, no entanto, o que o Capítulo geral dos Missionários da Companhia de Maria (SMM), de 1993, expressa de modo contundente e oportuno: "A consagração monfortina se apresenta, pois, como o vínculo que nos une a todos, leigos e religiosos, no seguimento de Montfort, seja qual for nossa situação de idade ou de saúde".E o número 31 do Documento Conciliar sobre a Igreja nos ilumina a respeito da vocação e missão dos leigos:

"É, porém específico dos leigos, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, em todos e em cada um dos ofícios e trabalhos do mundo. Vivem nas condições ordinárias da vida familiar e social, pelas quais sua existência é como que tecida. Lá são chamados por Deus para que, exercendo seu próprio ofício guiados pelo espírito evangélico, a modo de fermento, de dentro, contribuam para a santificação do mundo. E assim manifestam Cristo aos outros, especialmente pelo testemunho de sua vida resplandecente de fé, esperança e caridade. A eles, portanto, cabe de maneira especial iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente unidos, que elas continuamente se façam e cresçam segundo Cristo, para louvor do Criador e Redentor". Não seria esta uma descrição fiel de todo o trabalho apostólico de Montfort?

A Exortação Apostólica Vita Consecrata insistirá, trinta e dois anos mais tarde: "Todos os fiéis, em virtude de sua regeneração em Cristo, compartilham a mesma dignidade; todos são chamados à santidade; todos cooperam para a edificação do único Corpo de Cristo, cada qual segundo a própria vocação e o dom recebido do Espírito (Cf Rm 12,38) [...] Para a missão dos leigos, aos quais compete "procurar o Reino de Deus, tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus", é fundamento adequado a consagração batismal e crismal, comum a todos os membros do Povo de Deus. (VC, 31)

É bom recordar que o fato de pertencer à Associação, a consagração ou a inscrição não impõem nenhum apostolado específico, a não ser de viver e propagar, pelo exemplo e pela palavra, o Reino de Jesus por Maria. O "associado" permanece no estado de vida e nas condições em que se encontra no momento de sua adesão. O associado não abandona seu meio familiar, social, etc..., mas se esforça por impregná-lo do bom odor de Cristo.

O pai de família, a mãe de família, a virgem consagrada, o religioso, a religiosa, o político, o médico, o advogado, o enfermo, etc... continua "na condição em que Deus o tenha colocado". Deste modo favorece a propagação, a ação com profundidade da espiritualidade monfortina em todos os meios, em todas as esferas da vida humana, em todas as formas de apostolado silencioso e atividade apostólica. A espiritualidade monfortina, a "Consagração total", o mistério de Jesus que vive e reina em Maria, esta preparação ao Reinado de Jesus por Maria, ao expandir-se deste modo em todos os âmbitos da sociedade, não será, pouco a pouco, por toda parte, a alma de todo apostolado?

A Associação tampouco é um postulantado ou um noviciado para aumentar os efetivos da Companhia de Maria, mas uma escola de vida profundamente cristã sob a proteção materna de Maria, caminho para viver em plenitude a aliança batismal ali onde o Senhor chama.

A tarefa que é dada principalmente aos superiores dos Missionários da Companhia de Maria (SMM), aos diretores da Associação, é formar bem os fiéis para esta vida de consagração, conforme o método e a fórmula de Montfort, "mestre de vida espiritual"·. Esta formação inclui não só uma adequada preparação assim como o acompanhamento e formação permanente.

 

3 - Decreto de unificação das Associações Monfortinas e aprovação dos Estatutos:

A Associação de "Maria, Rainha dos Corações"

Decreto

O Procurador Geral da Companhia de Maria (Missionários Monfortinos), cuja sede principal se encontra em Roma, pediu à Sé Apostólica, em nome do Superior Geral e seu Conselho, que reunificasse numa só Associação, as duas Associações Monfortinas: "Associação dos Sacerdotes de Maria Rainha dos Corações" e a "Arquiconfraria de Maria Rainha dos Corações", declaradas "Associações próprias" da Companhia de Maria, a partir do Decreto (Prot. N. 39/54) de 16 de Julho de 1955.

A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, depois de ter examinado o pedido, com o presente Decreto, constitui a única Associação conforme o pedido, com o título de:

"Maria Rainha dos Corações"

Além disso, o mesmo Dicastério aprova e confirma os Estatutos da Associação, conforme o exemplar em língua francesa, conservado em seu arquivo.

Não obstante qualquer disposição em contrário.

Dado no Vaticano, a 26 de Abril de 2001.

Eduardo, Cardeal Martínez Somalo
Prefeito

Piergiogio Silvano Nesti, c.p.
Secretario

- Estatutos da Associação de Maria, Rainha dos Corações

Natureza e Finalidade

  • Art. 1 – A Associação de Maria, Rainha dos Corações reúne os fiéis, clérigos ou leigos, que queiram ser testemunhos da verdade do Evangelho, e se propõem a viver as exigências do batismo numa consagração total a Jesus Cristo pelas mãos de Maria, quer dizer, fazendo sua a prática perfeita da verdadeira devoção à Santíssima Virgem ensinada por São Luís Maria de Montfort, a quem escolhem por guia e mestre espiritual.
  • Art. 2 §1 – Unida organicamente à Companhia de Maria, a Associação de Maria, Rainha dos Corações não dispõe de estrutura jurídica autônoma. Seus membros participam, cada um em seu próprio meio de vida, da missão dos Monfortinos na Igreja: preparar o Reino de Jesus por Maria.
  • §2 – A Associação de Maria, Rainha dos Corações é deste modo uma "extensão" da Companhia de Maria, não no sentido que a SMM procurara recrutar todo mundo para as suas fileiras, mas para que cedo ou tarde a Santíssima Virgem "tenha", mais que nunca, filhos, servidores e escravos de amor e que, deste modo, Jesus Cristo, meu Senhor, Reine como nunca nos corações.
  • §3 – A Associação não está, pois, a serviço da Companhia de Maria, mas, com a Companhia de Maria, ao serviço da Rainha, ao serviço da santa Igreja, ao serviço das almas, ao serviço do Povo de Deus, ao serviço do Reino de Jesus por Maria.

Centros

  • Art. 3 – O Centro Internacional da Associação de Maria, Rainha dos Corações se encontra na Casa Geral da Companhia de Maria. Cada país pode ter um centro nacional (regional...) erigido pelo Superior Geral ou seu Delegado.
  • Art. 4 - §1 – O Superior Geral da Companhia de Maria é o Diretor Geral da Associação de Maria, Rainha dos Corações. Pode nomear, para os diferentes centros, um diretor delegado nacional, regional ou local.
  • §2 – Se o Superior Geral deseja nomear um sacerdote secular como diretor de um centro da Associação, terá de conseguir primeiramente o consentimento do Ordinário do mencionado sacerdote; e, tratando-se de um religioso não Monfortino, deverá conseguir a autorização do Superior maior desse religioso.

Tarefas dos Diretores

  • Art. 5 - §1 – O Diretor Geral comunica regularmente aos Diretores dos Centros, as diretrizes e instruções que julgue úteis e cuida para que sejam cumpridas.
  • §2 – Compete a ele autorizar a criação de novos centros; a ele também corresponde examinar e aprovar, com o consentimento de seus conselheiros, os estatutos de cada centro.
  • Art. 6 - §1 – Os Diretores de Centros estão a serviço dos membros da Associação para ajudá-los a conhecer e a seguir cada vez melhor o caminho espiritual herdado de São Luís Maria de Montfort a fim de assegurar uma perfeita fidelidade batismal, quer dizer, seguir Jesus Cristo, Sabedoria eterna e encarnada para a salvação do mundo, através de uma entrega total de si mesmo Àquela por quem quis chegar até nós, sob a ação toda poderosa do Espírito Santo.
  • §2 – Aos membros se lhes recordará o dever de fazer conhecer ao seu redor, especialmente por seu exemplo de vida, este caminho de vida, afim de que cada vez se realize melhor o Reino de Jesus por Maria.
  • Art. 7 – Se os membros têm o direito legal de receber a formação que necessitam e que estão procurando, os diretores têm a obrigação de proporcionar-lhes direta ou indiretamente sua formação inicial e permanente.
  • Para isso, o Superior Geral terá o cuidado de preparar ou fazer preparar um programa ou um manual, onde estabelecerá com clareza as etapas a seguir antes que o candidato seja inscrito na Associação, assim como as obrigações da formação permanente; programa ou manual que submeterá ao parecer e à aprovação do Conselho geral.

Membros

  • Art. 8 – A Associação de Maria, Rainha dos Corações está aberta a todos os fiéis (leigos, clérigos, religiosos) que desejem comprometer-se neste caminho espiritual e apostólico proposto por São Luís Maria de Montfort. Para os religiosos ter-se-á em conta o Cânon 307, §3.
  • Art. 9 – Quem, depois da formação e preparação necessárias, fizer sua consagração a Jesus Cristo, Sabedoria eterna e encarnada, por meio de Maria, segundo a fórmula de São Luís Maria de Montfort, poderá ser membro da Associação.
  • A incorporação se faz, após a petição motivada do candidato e a aceitação por parte do Diretor, pela inscrição no registro da Associação.

Compromissos

  • Art. 10 – A consagração pela qual o fiel pertence à Associação implica o compromisso de viver, conforme o seu próprio estado de vida, em seu próprio ambiente, em seu próprio trabalho, o espírito e a espiritualidade legada por Montfort. Deve, por isso, tratar de impregnar com ela todas as suas atividades e apostolado.
  • Renovando cada dia a consagração, colabora, na medida de suas possibilidades e segundo sua própria condição, ao apostolado da Companhia de Maria, seguindo as diretrizes do Superior Geral.
  • Art. 11 – Para os membros que o desejarem, o Diretor Geral pode criar, dentro da Associação, um grupo associado que se compromete com promessas ou com votos, segundo seu estado, a viver os conselhos evangélicos no espírito e espiritualidade de São Luis Maria, um grupo que se compromete a realizar um apostolado específico segundo o espírito e a espiritualidade de São Luis Maria de Montfort.
  • Art. 12 – O Diretor geral providenciará, para isso, estatutos particulares que respondam, ao mesmo tempo, ao apelo dos membros e à natureza da Associação. Compete a ele com seus conselheiros, examiná-los e aprová-los, se forem julgados aptos para guiar os fiéis pelo caminho que conduz à Sabedoria Eterna e Encarnada, Jesus, o Filho de Deus e de Maria.

Participação nos bens espirituais

  • Art. 13 – Pelo ingresso na Associação, os membros se encontram em comunhão espiritual com toda a Família Monfortina.
  • Celebram alegrementeas festas litúrgicas que constituem sinais e realizações da mesma comunhão: a Anunciação do Senhor, no dia 25 de Março, é a festa principal da Associação. O nascimento do Senhor, dia 25 de Dezembro; a Imaculada Conceição, dia 08 de dezembro; a festa de São Luís Maria de Montfort, dia 28 de Abril, serão festas celebradas também de modo especial pelos membros da Associação.
  • Os membros participam igualmente das riquezas espirituais que Maria derrama sobre a família Monfortina, Ela que se consagrou totalmente e de forma inefável à ação do Espírito.
  • Art. 14 – O ingresso na Associação cria um vínculo recíproco de irmandade e solidariedade entre todos os membros da Família Monfortina. O novo membro participa das alegrias e sofrimentos de sua nova família. Ao sentir-se feliz por nutrir-se dos tesouros espirituais desta Família, se esforça por enriquecê-la por meio da oração e da oferta de sua vida animada pela consagração monfortina.

Modificação dos Estatutos

  • Art. 15 – O Superior Geral, com o consentimento de seus conselheiros, pode modificar os presentes Estatutos aprovados pela Santa Sé, naquilo que não afeta a natureza e a finalidade da Associação. Servatis Caeteris de jure servandis.

 

INDULGÊNCIA

  • PAENITENTIARIA APOSTOLICA

    Prot. N. 65/01/1

  • Beatíssimo Padre Ivo Libralato,

    Procurador Geral da Sociedade de Maria Monfortina, em nome do Reverendíssimo Superior Geral da mesma Congregação e, por isso, Diretor da Associação Monfortina denominada "Maria Rainha dos Corações", de acordo com seu Conselho, humildemente expõe: "Tendo, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, aprovado, no passado dia 26 de Abril, os últimos Estatutos, que reúnem as precedentes Associações, uma clerical e a outra laical, numa só denominada Associação "Maria Rainha dos Corações", implora que o dom da Indulgência Plenária, concedida a perpetuidade por sua Santidade, segundo as normas da Penitenciaria Apostólica do dia 12 de Outubro de 1996, seja atribuído à nova Associação, para que os membros possam receber mais abundantes frutos nos dias de piedade e caridade, consagrando-se a Cristo por Maria, sua dulcíssima Mãe, segundo o espírito e o preclaro exemplo de São Luís Maria de Montfort.

    E Deus,..."

     

  • Dia 22 de Maio de 2001

    A PENITENCIARIA APOSTÓLICA, por ordem do Sumo Pontífice, estabelece ao teor das supracitadas Normas (Prot. N. 119/96/I e N. 120/96/I) se apliquem à nova Associação de "Maria Rainha dos Corações"; de modo que seus membros possam adquirir a Indulgência Plenária, desde que cumpram as condições habituais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice) e excluindo o afeto ao pecado, façam ou renovem, pelo menos em privado, a promessa de observar fielmente os próprios Estatutos:

  • 1. O dia da inscrição

    2. A Quinta-feira Santa. Nas festas litúrgicas de Natal e da Anunciação; da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem e de São Luís Maria Grignion de Montfort, e no primeiro sábado de cada mês.

    Concede-se a perpetuidade.

    Não obstante qualquer coisa em contrário

    Aloisius De Magistris, Regente
    Séc. Ioannes Maria Gervais off